É caracterizada como uma doença inflamatória sistêmica (que atinge outras partes do organismo, além da pele), decorrente de alterações do sistema imunológico, que emite alarmes falsos e levam à inflamação à rápida renovação das células da pele. Ponto importante: a psoríase não é uma doença contagiosa.
A genética tem um papel fundamental no surgimento da doença, já que um terço dos pacientes tem parentes com psoríase, e filhos de pessoas com psoríase possuem maior probabilidade de desenvolver a doença. O tratamento ideal depende de vários fatores: a gravidade e extensão da mesma, os antecedentes médicos, a medicação prévia do doente. Os tratamentos de aplicação local são habitualmente recomendados nos casos mais ligeiros e são suficientes numa grande percentagem de doentes. A exposição solar de forma moderada é um ótimo complemento no tratamento. Da mesma forma, a fototerapia, que consiste na exposição controlada da pele a fontes artificiais de radiação ultravioleta, é uma opção frequentemente utilizada em doentes em que o tratamento local não é suficiente. Nos casos mais graves, há necessidade de recorrer a tratamentos sistêmicos, sejam em comprimidos ou injetáveis.
A psoríase é uma doença crônica que, até ao momento, não tem cura. No entanto, os avanços recentes no tratamento permitiram uma melhoria clara na capacidade de controlo da doença, o que contribui para um aumento significativo da qualidade de vida dos doentes.


