Cardiomiopatia induzida por estresse que é uma síndrome composta por dor torácica, alterações eletrocardiográficas e enzimáticas que adquire o infarto agudo do miocárdio, associada a disfunção do segmento do ventrículo esquerdo transitório e, menos frequente, do segmento médio do ventrículo esquerdo, apresentando elevada morbidade e mortalidade quando se refere ao infarto agudo do miocárdio, é importante diferenciá-lo da cardiomiopatia induzida por estresse, que, apesar de ter quadro clínico similar ao do infarto agudo do miocárdio, não aumenta a morbidade e mortalidade a longo prazo.
Muito se comenta hoje sobre a influência do estresse em nossas vidas, o próprio mostra-se cada vez mais determinante no processo de adoecimento, motivando procura crescente do serviço de saúde para seu próprio alívio. O estresse, apresenta importante influência em diversos sistemas orgânicos, destacando-se o sistema imunológico, cardiovascular e nervoso.
Não existe consenso quanto aos critérios diagnósticos da cardiomiopatia induzida por estresse. Os sintomas e o eletrocardiograma não têm valor preditivo suficiente para distinguir um paciente com cardiomiopatia induzida por estresse de um com infarto agudo do miocárdio, sendo a angiografia coronária o melhor método de diagnóstico para confirmar essa condição. A cardiomiopatia por estresse, geralmente, é uma desordem transitória, que é conduzida com terapia de suporte. Quando associada à resolução de um possível estresse físico e/ou emocional, há resolução dos sintomas rapidamente (naqueles pacientes que não evoluem com condições mais raras como choque e insuficiência cardíaca).
O tratamento para a síndrome do coração partido deve ser orientado por um clínico geral na emergência ou um cardiologista, dependendo da gravidade dos sintomas apresentados pela pessoa, e consiste, principalmente, no uso de medicamentos betabloqueadores, que servem para normalizar o funcionamento do coração.


